Blog do Calhabé

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Não à cp-enceneração

O meu amigo José Adelino Maltez, na sua deliciosa prosa, não deixou escapar o atentado à língua portuguesa que o Ministro do Mau Ambiente praticou por terras do Calhabé, espelhado numa profusão de cartazes que temos que gramar.

Com a devida vénia transcrevo a dita prosa e endereço daqui os meus parabéns ao autor.


Alguns blogues canhotamente impiedosos, naturalmente inspirados pela lógica do bem escrever de Edite Estrela, têm criticado um ministerial guedes, tão-só nobre de nome, como diria o meu amigo Jorge Braga de Macedo, dado que o glosado, no resto, apenas é netalgo. Com efeito, o ilustre dito anda a chumbar-se, através de um público cartaz, onde se lê "co-inceneração". Protestamos contra tal denúncia brejeira que não é capaz de aperceber-se da subtileza cartazeada.

Com efeito, na palavra popularmente emitida pelo dono do ambiente, "co-" apenas é "com" sem "m", e não o homónimo nem o homófono. Leia-se, "éme" e não "mê", não vá alguém pensar "mé-mé". Acresce que "com", também presente em "compreender", apenas colectiviza, populariza, comunitariza, une e coliga. Sem mais insinuações, simulações e encenações.

Já a segunda parte, depois do traço, é, de facto, "incenerar", ou, melhor dizendo, o neologismo "encenerar", isto é, pôr em cena ou chamar para a ceia. Entre a teatrocracia do Estado-Espectáculo e as jantaradas de campanha. Porque o socrático "incinerar" seria "perder o ardor, o fogo" ou o "queimar até reduzir a cinzas" (Novo Aurélio). E o nobre apenas luís, ministro e tudo, sendo dr., reconhecido na lusa-atenas, onde nunca andou de capa, só cometeria tal "lapsus calami" se subliminarmente quisesse transformar Aeminum no basófias da lusa-apenas.

Apenas protestamos contra o uso de películas de chumbo na emissão da propaganda, dado que as mesmas podem levar a uma poluição vocabular incompatível com a qualidade do ar em causa e não são removíveis pelos métodos mecânico-biológicos da des-socratização em curso. Até porque tais métodos serão brevemente instalados em Leiria, a fim de eliminar-se a proposta da cabeça de lista da co-lista de guedes, dado que a dita, pensando nas artes, deu o espectáculo de prometer transformar o ipl em fábrica de mestrados e doutoramentos, agora que o epl já não é tutelado por cardona. Consta que guedes será o primeiro honoris causa da caeira lista de teggy, se a mesma não for uma enceneração para a futura co-incineração de maceira, com que se pretendem remover as suineiras da ribeira dos milagres


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Posted by JAM to Sobre o tempo que passa at 2/5/2005 11:16:43 PM

terça-feira, janeiro 25, 2005

Primeira baixa!

Ficámos hoje a saber, pelo sempre bem informado Público, que a candidata pelo PS ainda não foi eleita deputada e já está de malas aviadas para outros voos!!!
Ficámos também a saber, pela mesma fonte, que, afinal o voo já estava marcado e que a passagem por Coimbra será apenas uma escala técnica.
Por esta e por outras, é que é importante que cada candidato a deputado se compromete a não trocar os votos que aqui vai receber, por lugares públlicos ou privados que nada têm a ver com Coimbra.
Já é tempo de Coimbra merecer melhor.

GRC

Uma mentira, repetida mil vezes ...

O candidato do CDS, que também é Ministro do mau ambiente, não se cansa de repetir que é contra a co-incineração, quando, afinal, todos sabemos que a autorizou, semi-clandestina, na cimenteira do Outão para, ninguém sabe, a autorizar depois em Souselas.
É tempo de repetir que não há co-incinerações boas e co-incinerações más.
São todas más e nós, cá por Coimbra, não queremos nenhuma.
GRC

quinta-feira, janeiro 20, 2005

2400 em menos de 2 meses!

2.400 empregos para outros tantos amigos, criados em menos de 2 meses, é a bonita cifra que este governo de matrecos laranjas e azuis logrou atingir, mesmo depois de ter sido despedido.

Ao menos que colocassem os amigos nos Tribunais, onde faltam funcionários, nos hospitais, onde faltam médicos e enfermeiros, nas escolas, onde faltam professores ...

terça-feira, janeiro 18, 2005

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades II

Já tinhamos ouvido o Eng. Sócrates dizer que tinha sido contra o fim dos benefícios fiscais a favor das famílias que poupam em vez de consumirem, mas que não iria repor esses benefícios. Pudera!!!! Os milhões de euros dão jeito.
Mas agora ouvimos a explicação: em nome da "estabilidade" fiscal, não se pode alterar agora o que foi aprovado há 1 mês.
Mas então para 2006? O Eng. Sócrates não está a apresentar um programa para 4 anos?
Os portugueses da classe média que poupam em vez de consumirem gostariam de ouvir o Eng. Sócrates prometer que em nome da justiça fiscal, reporá os benefícios em 2006.

GRC

Co-incineração? Nenhuma!

O especialista em criar mau ambiente presentou-nos hoje com umas declarações radiofónicas onde se afirma contra a co-incineração do Eng. Sócrates mas nada diz da co-incineração do Dr. Guedes.
Para Coimbra, nem uma nem outra, porque não há co-incinerações boas e co-incinerações más. Há apenas co-incinerações com consequências nefastas para a nossa saúde.
Quem disser o contrário anda a mentir ao Zé Povinho.

AC

sexta-feira, janeiro 14, 2005

E nós por cá, também teremos disto?

Com a devida vénia, transcrevemos um post que circula na blogoesfera e que tem a ver com o especialista em criar mau ambiente (candidato pela equipa dos matrecos azuis):

"Registamos a seguinte notícia: "CDS-PP usa administração da Valorlis para gerir candidatos por Leiria" que, depois de publicada, vai naturalmente ser considerada especulativa, mas que, entretanto, depois de publicada, se houver decoro, pode servir para diminuir o défice. Ilustramos a dita com a imagem de um pilhómetro, receptáculo usado para guardar o que, depois de gasto, nos pode poluir. E usamos a metáfora, para os devidos efeitos de boas relações de vizinhança, nestas eleições justas e livres, mas onde, infelizmente, manda quem pode, até que desobedeça quem deve. Isto é, nós, os povos de Portugal.



As concelhias do CDS-PP queriam Isabel Gonçalves no parlamento, mas Paulo Portas preferiu dar o único lugar elegível do distrito à sua amiga Teresa Caeiro. À troca prometeu a Isabel Gonçalves um lugar na administração da Valorlis.

Isabel Gonçalves poderá vir a assumir funções na administração da Valorlis se não for eleita deputada. Terá sido esta a oferta da direcção do CDS-PP para a líder distrital dos populares aceitar secundar Teresa Caeiro, ficando num lugar não elegível.

O cargo "reservado" por Paulo Portas para Isabel Gonçalves poderá ser de Administrador-Delegado da empresa de valorização de resíduos, cargo actualmente exercido por Cláudio de Jesus, cujo mandato terminou em 2004.

A promessa do líder do CDS-PP é independente do resultado das eleições de 20 de Fevereiro. A nomeação ocorrerá após as eleições legislativas, mas ainda no exercício de administrações nomeadas pelo actual governo, cuja tutela é do ministro Nobre Guedes.

A promessa de Paulo Portas poderá encontrar algumas dificuldades já que a tradição na holding Águas de Portugal - que integra a Valorlis - é a de não nomear administradores quando o governo está em gestão. E as administrações terminaram formalmente os seus mandatos em 2004.

Esta promessa poderá trazer ao líder centrista alguns incómodos uma vez que a tradição da holding Águas de Portugal, que tutela a Valorlis, é a de não fazer nomeações durante os governos de Gestão.

Foi o que se passou em Fevereiro de 2002 quando o então ministro do Ambiente e Ordenamento do Território, José Sócrates enviou àquela holding uma recomendação para se"absterem de promover a eleição dos membros dos órgãos das empresas (...) até que o próximo governo, resultante das eleições de 17 de Março, esteja no pleno uso das suas funções".

A mesma recomendação, também assinada pelo ministro socialista das finanças, Oliveira Martins, aplicava-se igualmente "às empresas indirectamente participadas pelo Estado", como é a Valorlis.


Garantimos que o PND não tem lugares para oferecer a ninguém e que a teoria dos lugares elegíveis apenas serve para confirmar que os deputados correm o risco de não serem eleitos, mas, simplesmente, nomeados pelos directórios partidários, tornando as eleições mero espectáculo plebiscitário, onde os velhos, novos e pretensamente futuros ministeriais dão sacrificados passeios pela província ao fim-de-semana, depois das tarefas ciclópicas de nomeação, ou de promessa da dita, relativamente aos esforçados "boys" e das "girls", com intervalos de mergulho tropical e férias na neve.

Antes pelo contrário: tutelas geridas pelo partido que é objecto da notícia têm afastado vários militantes da Nova Democracia até de funções de serviço público exercidas a título gracioso, pensando que assim se faz política pela arte da aritmética do rolo compressor da publicidade e da propaganda. Contribuinte é obrigado a consumir e a pagar, directa ou indirectamente.

Esperamos não ser desmentidos pela antiga cabeça de lista do mesmo grupo, mas julgamos que o actual estatuto de refúgio doirado da antiga ministra da justiça, como administradora de um banco do Estado, lhe impõe a circunspecta abstenção dos servidores daquilo que, desde Antero de Quental se tem qualificado como aliança banco-burocrática, velho mau hábito lusitano que continua a ser seguido pelas gentes do centrão, também dito bloco central de interesses. Em Portugal o importante não é ser ministro, ou deputado, é tê-lo sido."


JC

quinta-feira, janeiro 13, 2005

E o treinador dos matrecos azuis também não tem vergonha

Li por um destes dias que o treinador dos matrecos azuis (o tal que não sabia que era do Mar mas que agora se arroga campeão do mar português), prometeu defender a classe média.

Mas, não é verdade que o (felix) autor do assalto à mão armada aos bolsos das famílias que poupam em vez de consumirem, não alinha pela equipa dos matrecos azuis?

Mudam-se os tempos, mudam-se os discursos.

GRC


Mudam-se os tempos mudam-se as vontades

Não esperávamos é que fosse tão depressa!

Lembram-se de ter ouvido o Eng. Sócrates a verberar contra a extinção dos benefícios fiscais para as familías que poupam em vez de consumirem?

Pois não é que a criatura já deu o dito por não dito e afinal vai querer viver do produto do assalto à mão armada que o defundo governo praticou junto da classe média.

Quem é que diz que eles são diferentes?

Dar voz a Leiria

O José Adelino Maltez, Coimbrão de gema (não sei se no BI) a quem mando um abraço, abriu o www.pndleiria.weblog.com.pt que merece uma visita.

Pena é que seja a favor do tal aeroporto da Ota (o elefante branco do Eng. Cravinho, lembram-se?) e defenda a Regionalização.

Tirando estes dislates, vale a pena ler aqueles nacos de prosa.
GRC

Lembram-se do Marcelo?

Lembram-se daquele comentador a quem puseram uma rolha, de tão incómodo que era?

Pois a cena repetiu-se, desta vez no Porto, com o Alfredo Barbosa que apesar de não ter protagonismo de TV, já anda nisto do jornalismo há mais de 30 anos.

Espera-se que não apareça por cá um qualquer aparatchik a mando de um dos treinadores de matrecos.

Pelo sim, pelo não, não resisto a transcrever a Recomendação da Alta Autoridade para a Comunicação Social:

A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) recomendou a inclusão de "protagonistas políticos tidos como secundários" nos debates pré-eleitorais e eleitorais organizados pelos "media" no âmbito das eleições legislativas de dia 20 do próximo mês.

Em comunicado divulgado ontem, a AACS afirma que "é da maior importância que (...) os 'media' não fechem a porta a protagonistas políticos tidos como secundários, de molde a proporcionar aos consumidores de informação naipes razoavelmente contrastados de opções".

"Todos os projectos em disputa são, em princípio, interessantes enquanto instrumentos de cidadania, pelo que a todos deve ser facultado o ensejo de atingirem os seus destinatários, os eleitores", justifica a AACS, citada pela Lusa.

Na sua recomendação, a Alta Autoridade reconhece "que juízos de ponderação jornalística privilegiem, em termos quantitativos ou de extensão do acesso, os projectos que à partida sejam vistos como suscitando no público um maior favor".

Numa deliberação aprovada por maioria, apenas com um voto contra e uma abstenção, a AACS recomenda também que se evite "um afunilamento da informação pré-eleitoral e eleitoral que empobreça o debate, mutile a diversidade das propostas e marginalize projectos com menor expressão habitual na sociedade".

"Importa, nos momentos fulcrais do regime democrático, como são estes, que os 'media' tenham em consideração que o respeito pela diferença é um dos principais valores da democracia", sublinha a Alta Autoridade.

A AACS refere ainda no comunicado o seu respeito pelo "direito dos 'media' a assumirem posições opinativas próprias" e reconhece que "a liberdade editorial constitui a melhor garantia de divulgação adequada das diversas propostas eleitorais em disputa".

terça-feira, janeiro 11, 2005

Pacto para uma Nova Centralidade

Ora aqui está uma boa ideia que muitos políticos gostariam de ter tido.
Só que desta vez foi a tão sacrificada sociedade civil a adiantar-se e a desafiar os políticos a aderirem.
Vai dar gozo ver uns quantos daqueles que têm tido a faca e o queijo na mão para fazer de Coimbra uma nova centralidade e nada fizeram, saltarem lestos para a primeira fila dos compromissos jurados.
AM